Quando mudamos de país é sempre interessante conhecer as pessoal e culturas locais para enriquecer o "background". Porém há sempre um sentimento, uma vontade natural de encontrar com pessoas de mesma origem, que literalmente falam nossa língua. Desde que cheguei aqui, por incrível que pareça, não havia encontrado nenhum brasileiro na área em que moro... sim, é algo incomum, porque brasileiros estão em todos os lugares, surgem como formigas, mas aqui não tive esta sorte durante dois meses. Algumas pessoas me disseram que aqui onde moro está cheio de brasileiros, mas sério, acho que se esconderam de mim. Esta é uma das partes mais difíceis de estar em outro país, pois as vezes sentimos muito sozinhos, e mesmo que fazemos amizade com as pessoas locais, não nos sentimos totalmente compreendidos, sempre falta algo. Por sentir essa vontade de encontrar pessoas para socializar e que também tivessem filhos para que a Joana também pudesse fazer seu grupinho de amigos, mandei esta vontade para o Universo e aguardei o que ele fosse me enviar...
Até que, não demorou muito, e Ele cumpriu sua parte. Em um dia comum, no Brasil, na sala de espera de um consultório, minha mãe se encontrou com um amigo e conversando sobre a vida eles descobriram que tinham algo em comum: ambos tinham filhas com família nos Estados Unidos... e ainda mais, elas moravam em cidades distintas, mas muito próximas. Incrível, não é mesmo? Se isto foi uma coincidência? bom, eu prefiro chamar de providência.
Então, como boa mãe, a minha pegou o contato desta brasileira e me passou. Mais que depressa contatei-a e ela, chamada Thais, foi muito receptiva a minha mensagem de S.O.S.. Em uma semana me convidou para um café em sua casa... Ah que alegria de convite, com certeza aceitei!
Hoje foi o dia do encontro. Eu e Joana partimos cedinho para 40 minutos de estrada até a cidade de Thais que nos recebeu em sua casa com bastante calor humano, café brasileiro e bolo com cobertura de brigadeiro legitimamente feito por sua sogra que está de visita. Tivemos uma manhã muito gostosa na companhia de mais algumas amigas brasileiras e todas nos acolheram muito bem. Após o café da manhã, fui convidada para ficar para o almoço e não resisti ao convite...Na verdade queria mesmo aproveitar as horas de "jogar conversa fora" e o melhor, em português!! E neste bate papo acabamos descobrindo mais uma "coincidência": o marido de Thais foi um de meus coleguinhas de escola na minha infância. Como o mundo é pequeno!
A companhia estava muito agradável, o almoço delicioso, preparado novamente pela sogra (Sonia) que caprichou também numa comidinha bem nutritiva e saborosa para a Joana, feita com muito carinho. Ainda de quebra Joana fez uma amiguinha que gentilmente compartilhou de seus brinquedos e que, como sua mãe, foi muito hospitaleira.


Tivemos um dia bem diferente dos anteriores e cada vez mais com a certeza de que o Universo nos providencia estar no lugar certo, na hora certa com as pessoas certas.
Deixo neste poste o agradecimento por toda a atenção que essas brasileirinhas nos dedicou e nos deixou muito a vontade, nos fez sentirmos em casa.
Essas pessoas, um dia, estiveram onde estou ou em situação similar e a partir disto usaram de sua empatia para proporcionar a nós o aconchego e esperança que precisávamos. Parece algo muito simples, mas este gesto de se colocar no lugar do outro de fazer com que o outro se sinta melhor é algo muito divino e altruísta. Faz bem para quem faz, e muito bem para quem o recebe. É verdadeiramente um ato de amor.
Com isto, termino o dia de hoje desejando ao mundo muita empatia e, no coração, muita gratidão!
Não conhceço a Thais pessoalmente, apenas pelos histórias contadas desde muito tempo pelo pai dela, um cara muito bacana que tenho como grande amigo. Grande abraço à todas vocês.
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